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03/05/2016

Princípios para os cristãos nas mídias sociais

As mídias sociais mudaram o nosso mundo. Existem atualmente mais de um bilhão de usuários ativos só no Facebook e outras redes, como Pinterest, Instagram, WhatsApp, Snapchat e Twitter representam outras centenas de milhões mais. Pela primeira vez na história, temos ferramentas para alcançar o mundo, que estão literalmente na ponta dos dedos.

Vivemos em um momento emocionante, mas também pode ser um momento confuso. A tecnologia está remodelando a vida e o ministério, e tudo parece avançar a um ritmo louco. Pode ser difícil saber como aproveitar essas ferramentas para edificação do Reino de Deus. A Grande Comissão de Jesus nos convida a ir pelo mundo e fazer discípulos, mas com todos os ruídos potencialmente prejudiciais das publicações on-line, é difícil saber por onde começar.

Como cristão, eu acredito que deve começar com a simples pergunta: “Como Jesus usaria as mídias sociais”?

A partir dessa questão, aplique os sete princípios seguintes ao seu próprio contexto. Se você está representando nas mídias sociais uma igreja ou ministério ou se você é um dos milhares de milhões de pessoas que usam essas ferramentas apenas para ficarem conectadas a amigos e familiares, acredito que essas verdades básicas podem ajudar a maximizar sua influência on-line:

1) Não usar as mídias sociais apenas para informar as pessoas; use-as para impactar pessoas – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).

Se você é um indivíduo que posta atualizações sobre sua família ou uma igreja, publique sobre seus ministérios, lembre-se que as pessoas não estão apenas à procura de informações; eles estão à procura de inspiração! Em vez de apenas partilhar fatos, números e tempos de serviço, compartilhe escrituras, links para histórias inspiradoras, belas fotos, atualizações de orações respondidas e qualquer outra coisa que irá honrar a Deus e inspirar as pessoas. Como exemplo, aqui está um vídeo compartilhado no Dia das Mães, quando uma mãe sozinha ganhou a casa dos seus sonhos.

2) Lembre-se que a mídia social é um aspecto significativo da comunidade, não um substituto para a comunidade – “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10.25).

A mídia social é uma ferramenta maravilhosa para se conectar com as pessoas, mas se todas as suas interações estão acontecendo on-line, então você está perdendo. Uma significativa comunidade on-line pode ser melhorada, mas não pode existir inteiramente on-line. Procure interagir face a face com as pessoas, sempre que possível. Você não pode dar a alguém um abraço no Facebook.

3) Mostre respeito mesmo para aqueles que não merecem; não pelo caráter do outro, mas como um reflexo do seu próprio caráter – “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

Muitos usam suas plataformas de mídia social para criarem “dramas” e fóruns públicos para argumentar. Lute contra a tentação de ser puxado para a negatividade. Subir acima dela, recusando-se a se envolver em jogos on-line ou gritando por criticar publicamente outros (mesmo que possam merecer). As pessoas virão para respeitá-lo mais e a influência de sua vida e ministério será mais forte se você exibir dignidade e moderação com o que você postar on-line.

4) Não desanime devido às críticas, pois é o preço da influência – “Ai de vós, quando todos falam bem de você, pois é assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas” (Lc 6.26).

Toda vez que você compartilhar qualquer coisa on-line, há uma boa chance de que alguém vai interpretar mal suas intenções ou totalmente em desacordo com a sua perspectiva. Se as suas palavras e ações são coerentes com a sua fé em Cristo, então você deve ter paz se você está recebendo elogios ou críticas das pessoas. Agradar a Deus é sempre mais importante do que ser popular com a multidão.

Se você está constantemente compartilhando conteúdo on-line, críticas provavelmente virão, mas não desanime! Isso significa que as pessoas estão prestando atenção. Se ninguém está criticando, provavelmente é porque ninguém está prestando atenção. Lembre-se que a crítica é o preço da influência. E de sua parte, opte por ser um incentivador; o mundo já tem críticos demais.

5) Não fique o tempo todo on-line; encontre o equilíbrio e resguarde suas fronteiras – “...e não apliques nisso a tua sabedoria” (Pv 23.4). Eu tenho uma confissão... Sou viciado em mídia social. Se eu tiver trinta segundos para esperar sentado no trânsito com sinal vermelho, fico tentado a puxar meu telefone e postar algo no Twitter. Eu tenho que lutar contra o desejo de compartilhar cada pensamento que vem à minha cabeça com todos os meus amigos do Facebook. Eu faço “cyber stalk” com meus amigos e até mesmo algumas pessoas que eu nunca conheci pessoalmente, observando seus feeds e notícias. Na verdade, eu fico tentado a fazer pausas depois de escrever cada frase deste artigo só para ver se o meu status mais recente no Facebook tem quaisquer novos comentários ou curtidas!

Ok, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas há alguma verdade aqui. Eu tive que trabalhar para colocar limites e muitas vezes admito não ter equilíbrio saudável nesta área. Eu tento guardar um dia “santo” longe das mídias um dia por semana e gostaria de ter todos os aparelhos eletrônicos desligados durante o tempo em família. É uma luta para encontrar o equilíbrio, mas é tão importante. Eu não quero que meus filhos guardem lembranças de mim constantemente colado a uma tela. Eu quero usar essas ferramentas de forma eficaz, mas eu não quero deixar que me tranquem em uma “prisão digital”.

6) Não seja um “cristão camuflado” on-line – “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16).

Eu sou rápido em divulgar uma rave e sobre um bom restaurante ou um filme novo, porque se algo é bom, eu quero compartilhar! Por alguma razão, eu posso me ver sendo rápido em compartilhar boas notícias sobre esportes ou entretenimento em mídias sociais, e relutante em compartilhar a melhor notícia que o mundo pode ouvir, porque eu tenho medo de ofender alguém.

Estou convencido de que não podemos viver centrados em Cristo, ter nossas vidas guiadas pelo Espírito, se temos medo de partilhar a nossa fé on-line (ou pessoalmente). Não tenha medo de compartilhar sua fé nas mídias sociais. Você não tem que bater na cabeça das pessoas com sua Bíblia ou lançar um julgamento sobre todos os pecados dos seus amigos. Basta estar atento às oportunidades de compartilhar a Boa Nova de Jesus e estar disposto a se envolver em conversas (seja on-line ou pessoalmente) sobre a sua fé.

7) Lembre-se que seu objetivo não é ganhar mais seguidores para si mesmo, mas para Jesus – “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.25).

É bom ter ambição saudável, mas o pecado do orgulho é destrutivo e pode tentar-nos a adorar os ídolos da fama e popularidade em vez de alavancar nossa influência para levar pessoas para Cristo. O mundo tem apenas um Salvador, e eu não sou Ele (e nem você)! Use sua influência para mostrar-lhes o caminho.

No final, não vai importar quantos amigos ou seguidores temos. Tudo o que importa é que nós fomos amigos fiéis e seguidores de Jesus. Use as mídias sociais (e todos os outros recursos à sua disposição) para aumentar seu relacionamento com Deus e para encorajar outros a fazerem o mesmo.

Artigo de Dave Willis – pastor e palestrante na área de família nos Estados Unidos.

Fonte: Mensageiro da Paz, (FEV 2016).

 

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